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terça-feira, 17 de abril de 2012

Nasceu Alice, no dia 02 de abril às 5h07!

Eu e Priscila temos uma história desde as suas vinte semanas de gestação. Talvez ela não lembre disso, mas no meu celular está escrito Priscila - Grupo de Gestantes - 20 semanas, que foi quando ela me procurou para saber do grupo.

Sempre presente, Priscila frequentou o grupo sozinha pois seu companheiro Anderson (ou Quevedo, como passei a lhe chamar também) trabalhava.  

Durante a doulagem fomos passear no Shopping e também conheci a sua casa no Santinho.

Quando Pri me ligou dizendo que as contrações haviam começado, eu ainda estava atendendo o parto da Ana, e pensei que talvez não daria conta. Entretanto, a pequena Alice foi bastante paciente e deixou a tia Carol dormir uma noite inteira, pois as contrações só ritmaram mesmo no dia seguinte.

No dia do parto fui para a sua casa e lá estavam Pri, Quevedo e a mãe dela. Pri estava super calma, concentrando-se nas contrações e descansando no intervalo delas, pois havia ficado a noite inteira passada acordada.

Para as futuras mamães, lembrem-se como é importante a primeira noite em que as contrações começam - mesmo que espassadas. Este é um momento definidor do trabalho de parto que seguirá, pois a tendência é que as gestantes fiquem ansiosas com as contrações e passem a não conseguir descansar. Enquanto elas não ficam ritmadas de 3 em 3 minutos, é importante descansar e tentar dormir - principalmente se for de madrugada!

No hospital, caminhamos bastante - Pri, Quevedo e eu - e as contrações ficaram fortes, ritmadas e LINDAS! A mãe de Pri estava bastante ansiosa e acabou ficando no quarto - o que foi ótimo para o trabalho de parto. Ela ajudou bastante dando carinho na  filhota quando as contrações ficaram mais fortes e depois ajudando nos cuidados da netinha Alice quando esta nasceu.

O trabalho de parto no Hospital evoluiu bastante rápido e quando mal vimos já eram quase 5h da manhã e Pri estava no período expulsivo.


Alice nasceu linda, às 5h07 da manhã do dia 02 de abril, no mesmo horário que há alguns anos nasceu seu pai Quevedo.

Cheirando a cria! Cheirinho melhor do mundo :)
Princesinha

Com o papai e a mamãe!


Nós brincamos que a pequena não queria nascer no dia 01 de abril e por isso que o trabalho de parto se alongou um pouco mais do que inicialmente esperávamos.

Parabéns Priscila, por ser esta guerreira forte que topou a intensa e maravilhosa experiência do parto normal! Parabéns por confiar no seu corpo e por permanecer super calma e introspectiva durante as contrações!

Parabéns Quevedo por  ficar sempre ao lado de Priscila lhe dando força e colo! 

Parabéns pela vovó, que no início estava nervosa mas que foi peça fundamental para que sua filha tivesse força para cuidar da pequenina Alice!




Ocitocinadíssima, Alice já mamou ao nascer!


Me sinto honrada de participar de momentos tão únicos e lindos! 

Carolina

terça-feira, 3 de abril de 2012

Nasceu Betina, com 3740g e 51cm, às 14h45 de 31 de março!

A história da Ana e do Paulo comigo foi bastante bonita.
Ana tinha tido seu primeiro bebê por uma cesariana não explicada ou necessária e gostaria de ter uma experiência diferente nesta gestação - e assim fomos nos conhecendo e conversando.
Eu acompanhei a Ana desde duas 20 e poucas semanas e tive também bastante contato com o Paulo no final da gestação.
É incrível como o vínculo com a família faz toda a diferença na experiência do parto.
As contrações começaram devagarzinho - inicialmente de 10 em 10 minutos, depois de 5 em 5, até que se tornou trabalho de parto. Na madrugada de quinta-feira para sexta-feira eu e Paulo nos comunicamos por mensagens porque as contrações estavam começando a ficar mais frequentes. Foi bastante interessante como eu não conseguia dormir nesta madrugada e quando recebi a mensagem de Paulo avisando que Ana estava em pródromos deu para entender tudo - a conexão foi forte entre doula e família!
No dia seguinte eu trabalhei, visitei a família, fui para a aula de especialização... e quando estávamos começando efetivamente a aula, Ana me ligou dizendo que estava em trabalho de parto (contrações de 3 em 3 minutos, e ficando fortes!). A aula era sobre ajustamento criativo, e como nós vamos em busca das necessidades para satisfazê-las. Foi bastante engraçado porque naquele momento a minha principal necessidade não era a aula, mas ir para a casa deles acompanhá-los. E assim fui.

Caminhando de madrugada na Lagoa


Café dos campeões!




Caminhamos, dançamos na bola, caminhamos ainda mais, comemos pizza e ouvimos o Cd da Cidade dos Anjos.

Foi tudo muito gostoso e tranquilo. Fomos para a maternidade e estávamos na metade do caminho. O corpo da mulher em trabalho de parto é muito sábio, pois enquanto Ana não conseguia descansar, as contrações espassavam.. quando ela recuperava as forças elas voltavam fortes e reguladas. Inclusive em um momento do trabalho de parto Ana teve que acalmar o seu filho Bernardo (de 1 ano e meio) e as contrações sabiamente espassaram novamente.
O parto foi longo e lindo, bastante tranquilo até os 8 cm de dilatação - tranquilo demais, alias. Eu nunca havia tomado café da manhã com uma gestante de 8cm! ;) Normalmente elas já estão na partolândia nesta hora!
Quando Betina nasceu, foi um momento muito emocionante. Tanto porque aconteceu exatamente como Ana queria - na banheira, naturalmente - mas também porque ficamos sabendo que era uma menina que havia vindo ao mundo. Outro fato curioso desta história é que não sabíamos o sexo do bebê, apelidado carinhosamente de B2. Eu e Ana achávamos que era menino, apesar de Ana querer muito uma menina.
O nascimento foi lindo e tranquilo. Betina ficou com os pais quase 20 minutos na banheira antes dos cuidados. Tudo com muito respeito e amor.

Bem vinda ao mundo princesinha! Encha a vida e os corações daqueles que te amam! Parabéns por todo o empenho e por sempre permanecer com o coraçãozinho forte no TP da mamãe!

Ana Castilha, mulher guerreira, meus parabéns! Você teve a experiência que desejou e foi uma honra acompanhá-la!

Paulo! Parabéns por ter ficado ao lado da Ana e por inclusive ter ajudado tanto - até as enfermeiras (hehe) nos procedimentos. A sua presença foi fundamental!




Um beijo grande a todos!

Carolina

sexta-feira, 30 de março de 2012

10 Dicas para estimular o trabalho de parto

Este post é dedicado para as gestantes de março, que estão virando de abril!
Ana, Márcia e Pri! Aproveitem as dicas!

Dicas para estimular o trabalho de parto

1) Um banho quente e demorado
2) Comer uma comidinha gostosa
3) Namorar muito - na relação sexual, o corpo da mulher produz ocitocina e o sêmen ajuda a produção das prostaglandinas que também ajuda no início do trabalho de parto
4) Caminhar - caminhar MUITO!


5) Massagens e carinhos do marido ou de quem ama
6) Comida apimentada - tudo que produza os "calorões"



7) Escalda pés a noite



8) Dançar freneticamente, como se ninguém estivesse vendo

http://www.youtube.com/watch?v=pb_AcnR5Tw8

9) Ouvir uma música que gosta e fazer um ritual de despedida da barriga!
10) Ter um momento íntimo com seu bebê - conversar com ele e contar tudo de bom que tem neste mundo; como ele será feliz e amado por vocês e como vocês estão o esperando


Tudo que for prazeroso para a gestante fará com que seu corpo produza ocitocina - um dos principais hormônios envolvidos no trabalho de parto.



Aproveitem e se mimem queridas! Em breve o seu presentinho chega!


terça-feira, 20 de março de 2012

Nasceu Elisa! 3685g e 50cm de gostosura!

Fernanda e Ricardo foram indicados por mim pela Dra. Roxana.
Eles estavam esperando sua primeira filha, Elisa.
Por reconhecerem os benefícios para mãe e bebê, o casal havia optado pelo parto normal. Conversamos bastante sobre a gravidez e também como funcionava o processo de parto nas consultas pré-parto que tivemos e aguardávamos felizes a chegada da pequena Elisa.
Uma semana antes do programado, enquanto eu atendia na clínica, recebi uma ligação de um número estranho, que ao retornar vi que era a Fê. Ela me contou que a bolsa havia rompido enquanto ela estava no trabalho e seus colegas a haviam levado para o Ilha. Nem deu tempo de dizer que ela podia ir descansar tranquila em casa, pois neste momento da ligação ela já estava internada no hospital.
Fui para lá e a encontrei super calma, esperando a Dra Roxana chegar. Ela ficou quietinha no hospital por um dia inteiro, descansando pois o trabalho de parto só foi mesmo começar no dia seguinte de manhã.
Era visto o BCF da Elisa de tempos em tempos e ela estava sempre forte e sadia.
No dia seguinte de manhã começou o trabalho de parto ativo e em quatro horas este chegou ao fim com o lindo nascimento da bebê Elisa.
Por ter sido induzido, o trabalho de parto de Fernanda foi bastante intenso e rápido, mas mesmo assim ela não tomou analgesia. Hoje conversamos e ela comentou que apesar da dor ter sido bastante intensa, ela estava esperando mais. Isto que é guerreira!


Olhar lindo da mamãe
Linda!

Papai fotógrafo


Elisa nasceu às 14h21 do dia 10 de março, após quase 30 horas de bolsa rota. Pesou 3685g e mediu 50 cm. Perfeita!
Ricardo esteve presente durante todo o trabalho de parto e deu o maior apoio para a esposa, permanecendo calmo e confiante.
Fê em vários momentos quis matar a mim e a Dra. Roxana, que pedíamos que ela levantasse e dizíamos que ela estava indo muito bem! Foi bem engraçado e rimos bastante disto depois!

Um beijo enorme a todos que participaram destes pródromos longos mas inesquecíveis!

Carolina


quinta-feira, 1 de março de 2012

A importância de se esperar o trabalho de parto



O final da gravidez é um momento de grande expectativa para todos. O parto por si só é um evento muito aguardado - muitas vezes desde o início da gravidez.

Muitas mães chegam às 38 semanas de gestação não aguentando mais nenhum minuto, devido à ansiedade e alguns desconfortos causados pelo peso da barriga e da compressão dos órgãos. A paciência e o carinho com estas mulheres é essencial para que elas possam esperar até o momento em que o bebê decide nascer - seja este ocorrendo nas 38 semanas ou 42 semanas.

A informação pode ser um poderoso aliado nesta espera, pois existem estudos que mostram que o trabalho de parto é iniciado por mensagens mandadas à placenta pelo próprio bebê. Quando este está pronto para vir ao mundo, o trabalho de parto é iniciado.

O hipotálamo do bebê manda uma mensagem para a sua hipófise que libera o hormônio ACTH (hormônio adrenocorticotrófico). Este estimula a adrenal do bebê que aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios. Isto faz com que a placenta seja estimulada e libere as prostaglandinas, que juntamente com a ocitocina, é responsável pelas contrações e dilatação. 

Por isso, não apresse seu bebê. O momento dele nascer é sua primeira grande decisão. 

video




Tradução do vídeo:


“Não apresse o seu parto. Os bebês se desenvolvem em, aproximadamente, 39 semanas. Isso significa que bebês nascidos poucas semanas antes disso podem apresentar dificuldades de amamentação e respiração. Se sua gestação é saudável, espere o início espontâneo do parto. Um bebê saudável vale a espera!”

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Psicologia na Gravidez: promoção de saúde para uma experiência mais positiva de gravidez, parto e pós parto

Quando a mulher engravida muitas mudanças a acometem e à sua família. A chegada de um novo membro é um período de crise na estrutura familiar. Não me refiro à crise como terror, como desespero, mas sim como uma forte mudança em um sistema que antes se encontrava estável. 
Essa desestabilidade provoca a mudança de papéis em todos os membros: antes quem era somente filho se torna pai, os filhos únicos tornam-se irmãos, quem era mãe agora será também avó. Todas as mudanças, por mais lindas que sejam, trazem com elas inseguranças, medos e também conflitos.

Além das mudanças estruturais na família, a gravidez envolve mudanças corporais e de humor na mulher, e que afetam também todos ao seu redor. As mulheres percebem seu corpo modificar-se, os seios ficam maiores, o quadril alarga e a barriga cresce. A taxa de alguns hormônios aumenta consideravelmente e as elas ficam muito mais sensíveis, chorosas e carentes. Apesar de todas as mudanças serem usuais, quando passamos por esta fase o mundo não parece mais o mesmo e uma atenção extra à família pode ser necessária.

Mesmo em casos de gravidezes que ocorrem tranquilamente, muitas vezes o casal se vê com necessidade de conversar com algum profissional a respeito de seus medos relacionados à chegada do bebê e inclusive aos "pavores" relacionados ao trabalho de parto. 

Inclusive, muitas mulheres desistem da idéia do parto normal por terem medo da dor do parto. Outras desistem também por muitos mitos: meu marido não vai me olhar mais, o "parque de diversões" ficará arruinado, etc. E a amamentação? Qual mulher nunca pensou em desistir de amamentar por razões estéticas? Muitas inclusive começam a amamentar mas o cansaço as vence e então desistem. É importante se preparar durante a gravidez, para compreender os processos que estão ocorrendo em seu corpo e principalmente para desmistificar mitos referente ao parto e também aos cuidados com o bebê.

O papel do psicólogo no ciclo gravídico puerperal tem o objetivo de acompanhar esta família, e ajudá-la na compreensão dos seus medos e resolução dos conflitos provenientes desta fase de mudança; é ser guardião de um campo que promova o empoderamento das gestantes e seus acompanhantes, para que elas possam ter a melhor experiência possível de gravidez, parto e pós-parto.

Este acompanhamento promove a saúde e faz com que as famílias se sintam mais preparadas e tranquilas para passar pelas mudanças da gravidez e chegada do bebê. 

Tem interesse em conhecer o trabalho? Conhece alguém que possa ter? Entre em contato por cm.horn@gmail.com

Um abraço!

Carolina Horn
Psicóloga (CRP: 12/10119)
e Doula

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Conheça seu obstetra!

Encontrei este teste bem humorado escrito por Ana Cris Duarte no site  http://www.amigasdoparto.com.br que pode conduzir boas primeiras consultas com os médicos obstetras e saber se eles são ou não favoráveis ao parto natural.

Confiram!

Essa é uma lista bem humorada de perguntas a se fazer ao seu obstetra. Na verdade é um teste para verificar que tipo de médico ele é: do mais intervencionista ao mais liberal. Apesar do tom informal, as "respostas certas" foram inspiradas nas evidências científicas e nas recomendações daOrganização Mundial da Saúde.
1) Qual a sua postura em relação à "cesárea x parto normal"? 
a) O parto normal é o melhor, mas só dá para saber na hora.
b) Hoje em dia não faz sentido ter bebê por parto normal, com as técnicas de cirurgia tão avançadas e seguras. A recuperação é rápida e graças aos novos antibióticos, antinflamatórios, antitérmicos e analgésicos, você pode ter uma vida quase normal em menos de 2 meses.
c) O parto normal é melhor, mas na sua idade (ou com o seu peso, ou nessa época do ano, ou para uma pessoa sensível como você) a cesárea é mais garantida.
d) O parto normal é melhor e pelo menos 90% das mulheres podem dar à luz naturalmente. Você também tem tudo para ter um parto normal e nós vamos nos preparar para isso!

2) Quais intervenções no parto você considera essenciais? 

a) O que eu uso nos partos é o soro com ocitocina (hormônio) para acelerar as contrações, episiotomia (corte no períneo) e rompimento da bolsa aos 5 cm de dilatação. Mas às vezes tenho outras idéias durante o parto. Depende do dia e dos meus compromissos.
b) Eu uso as intervenções apenas em raros casos, até porque a maioria delas podem ter efeitos colaterais indesejáveis. A natureza pensou em tudo, para a grande maioria das mulheres.
c) Só a anestesia, porque acho que a mulher não deve sentir dor. O resto varia de mulher para mulher.
d) Só a episiotomia, porque o parto pode destruir a vagina da mulher e provocar incontinência urinária.

3) Em que posição posso dar à luz? Posso ter um parto de cócoras? 
a) Ra ra ra ra.... Parto de cócoras? Você não é índia, é? A mulher de hoje não tem musculatura para ficar de cócoras. Você quer ser partida ao meio, minha filha?
b) Semi-reclinada, pois no centro obstétrico da maternidade onde atendo, tem uma mesa de parto que permite que a paciente eleve um pouco as costas.
c) Da forma que você se sentir mais confortável, podendo ser de cócoras, de quatro, de lado ou de outro jeito que você inventar. A única posição que eu procuro não incentivar é deitada, porque o bebê pode ter o suprimento de oxigênio comprometido.
d) Como assim? Existe outra posição para dar à luz que não seja deitada?

4) Qual será sua postura caso eu recuse alguns procedimentos que você esteja recomendando?
a) O parto é seu. Você decide o que é melhor. Se eu indicar um procedimento, vou te explicar porque, vantagens e desvantagens, mas quem tem que resolver é você.
b) Eu não recomendo procedimentos. Eu faço. Na hora do parto você não tem condições de discutir o que é bom para você. Aliás, desde o início da gravidez a mulher tem o comportamento alterado, bem como a capacidade de discernimento.
c) Eu terei que abandonar o atendimento e chamar um plantonista, pois não quero me responsabilizar pelas desgraças que podem acontecer ao seu bebê.
d) Você não tem o direito de recusar um procedimento que está sendo prescrito para o bem do seu bebê.

5) Até quanto tempo você espera na gestação, antes de indicar procedimentos por "passar da data"?
a) Eu espero até 40 semanas. Depois disso faço a cesárea. Nem tento a indução, porque é tempo perdido. Ou você prefere arriscar a vida do seu filho e viver com esse peso pro resto dos seus dias?
b) A gestação normal vai de 38 a 42 semanas. O que eu proponho é um cuidado mais intenso depois que passa de 41 semanas. Mas a princípio, enquanto o bebê e a placenta estiverem bem, eu não faço nada. Passadas 42 semanas, podemos começar a pensar em indução do parto.
c) Eu espero até 40 semanas. Depois disso interno para induzir com soro.
d) Eu espero até 41 semanas e depois interno para induzir com citotec.

6) Você tem o hábito de pedir permissão e informar tudo o que você acha necessário fazer durante a gestação e o parto? 

a) Como assim, pedir permissão? Eu estudei 10 anos, trabalho há 15 anos com partos e sei o que estou fazendo. Se for pedir permissão para fazer tudo, vou passar o dia nessa lenga-lenga com minhas pacientes.
b) Só peço permissão quando acho que o procedimento vai doer.
c) Não faço nem um exame vaginal sem pedir permissão, pois o corpo é seu, o parto é seu. Meu dever é fazer o melhor, desde que você me permita e entenda o que está acontecendo.
d) Depende do dia, pois às vezes depois de 2 plantões seguidos, eu fico meio impaciente.

7) Qual é a sua taxa de cesáreas?

a) Não sei, não tenho contado ultimamente... Se é alto? Não considero alto, porque hoje em dia as mulheres só querem cesárea. A culpa não é minha. Elas já chegam com uma idéia pré-concebida.
b) Minha taxa de cesárea é baixa, cerca de 40-45%...
c) A taxa é de 20%.. De partos normais..
d) Minha taxa de cesárea está perto de 25%, o que ainda considero alta, mas estou tomando algumas providências para tentar baixar para os 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde

8) Posso levar meu marido e uma acompanhante (doul a) para o meu parto?
a) Por mim você pode levar qualquer pessoa que faça você se sentir segura e tranqüila.
b) Porque? Você vai dar uma festinha no centro obstétrico? Quer ver seu marido desmaiando? Eu acho que um acompanhante já é muito.
c) Pode levar só o marido, mas só depois que ele fizer a preparação comigo, porque eu quero um aliado, não um inimigo me vigiando.
d) Não, eu acho que acompanhantes atrapalham, perturbam o ambiente, fazem muita pergunta, deixam a mulher insegura, ficam questionando o médico. Eu não atendo a família, eu atendo a gestante!

9) Você acha possível um parto normal depois de uma cesárea? 
a) Você está louca? Quem andou falando uma bobagem dessas para você? Deixa disso, minha filha, isso é coisa de natureba inconseqüente.
b) É possível, mas tem que usar fórceps para não ter um período expulsivo prolongado.
c) É possível se o trabalho de parto não passar de 4 horas.
d) É possível e é uma ótima opção, com grandes chances de dar certo.

10) Você acha que tendo uma gestação de baixo risco posso ter meu bebê em casa? 
a) Sim, o local do parto deve ser escolhido por você e seu marido. Se essa f or sua opção, devemos tomar algumas precauções, como ter um hospital relativamente perto para o caso de precisarmos de remoção. Mas geralmente não há necessidade.
b) Sim, mas eu não atendo partos domiciliares. Posso tentar te indicar um médico que faça.
c) Você enlouqueceu? Quer matar seu bebê? Quer se matar? Já pensou como é agradável sangrar até a morte com sua família te olhando sem ter o que fazer?
d) Sim, mas é muito arriscado. Muito mesmo. Você está com idéias muito românticas sobre o parto. Deveria fincar os pés no chão.

11) Devo fazer um curso de preparação para o parto? 

a) É bom, não porque você não sabe o que é certo, mas o curso vai te dar dicas preciosas, vai te dar boas sugestões para um parto agradável, vai te dar dicas de amamentação. No mais, você vai entrar em contato com outras gestantes, o que pode ser uma experiência bastante enriquecedora.
b) Bobagem. Na hora eu te digo o que é certo ou errado. Eu estudei 10 anos, pratiquei mais 15 e te garanto que sei fazer um parto. É só você ficar deitada quietinha que tudo vai dar certo.
c) Faça apenas o curso do hospital, para saber onde é a entrada, como são as rotinas do hospital, como se comportar e o que esperar.
d) Tanto faz. Você também pode ler essas revistas para mãezinhas que tem todas as dicas que você precisa de enxoval, decoração, exames médicos e tal.

12) Quantos exames de ultrassom eu devo fazer ao longo da gestação?
a) O ideal é fazer em todas as consultas e por isso eu já tenho um aparelho aqui no consultório. A gente já vai vendo a carinha do bebê, como ele se mexe, todas as partes do corpo e tudo o mais.
b) Você deve fazer pelo menos 4 para ver se o crescimento do bebê está bom.
c) Eu recomendo fazer o menor número possível de exames, pois ainda não foi totalmente provado que o ultrassom é inóquo. Algumas pesquisas apontam para uma posssível alteraçao no cérebro em bebês que passam por muitos exames na gestação. Só vou pedir esses exames se tivermos que confirmar algum diagnóstico.
d) O máximo que o seu plano de saúde permitir antes de vir aqui me atazanar a paciência.


Resultados - some os pontos:
1- a(2) / b(1) / c(2) / d(3)
2- a(1) / b(3) / c(2) / d(2)
3- a(1) / b(2) / c(3) / d(1)
4- a(3) / b(1) / c(2) / d(1)
5- a(1) / b(4) / c(2) / d(3)
6- a(1) / b(2) / c(3) / d(1)
7- a(1) / b(2) / c(1) / d(3)
8- a(3) / b(1) / c(2) / d(1)
9- a(1) / b(2) / c(2) / d(3)
10- a(3) / b(2) / c(1) / d(2)
11- a(3) / b(1) / c(2) / d(1)
12- a(1) / b(2) / c(3) / d(1)

Se seu médico fez entre 12 e 20 pontos: Fuja, saia correndo, ligue dizendo que você não está grávida, era um engano, foi apenas má digestão. Você tem certeza que ele tem um diploma válido em território nacional? Ter um parto com esse médico e sair ilesa é tão garantido quanto acertar na Megasena, sem ter comprado um bilhete.

Se seu médico fez entre 21 e 30 pontos:
 É melhor você trocar de médico e procurar alguém mais antenado com as novas tendências em atendimento obstétrico. Seu médico pode até ser bem intencionado, mas definitivamente é mal informado. Pode ser que dê um bom ginecologista, mas como parteiro deixa muito a desejar!

Se seu médico fez entre 31 e 37 pontos:
 O cara é fera, conhece e aplica as recomendações da Organização da Saúde e as evidências científicas. Aparentemente evita procedimentos médicos que podem atrapalhar o trabalho de parto. É respeitoso e honesto. Parece um cara do bem, um bom partido. Me arruma o telefone dele?